A Casa da Juventude foi uma conquista para juventude da RMR. O espaço foi utilizado como ponto de encontro para discussões e debates sobre propostas de políticas públicas de juventude, além de atividades culturais e de lazer. A experiência de 2005 foi bastante importante para o exercício da participação juvenil que construiu, através de muitos diálogos com ongs e gestores públicos, a gestão, o funcionamento e o financiamento da Casa da Juventude.

20060130

O Fim da Casa da Juventude!!!???

Às vésperas do Festival da Juventude promovido pelo governo do estado tivemos que encerrar prematuramente nossas ações na Casa da Juventude, daí fizemos um imenso painel com o seguinte texto e fotos de vários momentos da Casa e expomos em nosso stand. Fim: A Casa da Juventude que funcionava na Rua de Santa Cruz, número 190, fechou. A Gambiarra Imagens - fruto da ação do Consórcio Social da Juventude, fruto do Centro Nordestino de Medicina Popular, fruto da juventude inteligente, criativa e participativa - retiraram seus equipamentos para dar continuidade em outro espaço; com certeza não era este o destino que a cooperativa queria. A Casa Menina Mulher, ONG que realizava encontros e oficinas na Casa também se despede, mas cumprindo seu compromisso em manter a segurança eletrônica. O Retome Sua Vida fica sem seu local da oficina realizada por Wagner Vinhas, grande amigo de todos que fizeram esta Casa acontecer. O Centro de Trabalho e Cultura fica temporariamente sem a possibilidade de disponibilizar os equipamentos de sua responsabilidade para o determinado fim aos quais existem: a implantação da Casa da Juventude do Recife. Tendo que infelizmente retirar os pertences (tombados pelo Ministério do Trabalho e Emprego). O grupo de Capoeira Chapéu de Couro, o grupo de Biodança, o curso de Judô e o grupo de RPG que existiam na Casa ficaram todos sem seu espaço. Os jovens que circulam na Casa da Juventude sejam por estudarem, trabalharem ou morarem próximo a ela, não poderão mais assistir aos filmes do Cinema da Casa ou terem acesso à Internet que eram tudo gratuito. Não possuem mais seu lugar para realizarem suas reuniões festas ou intervenções políticas e artísticas os grupos e movimentos: A Rede de Resistência Solidária, a AROCKPE, o Fórum das Juventudes do Recife, o Canal M, A Rede Jovem do Nordeste, o movimento punk, o movimento hip-hop, o Centro de Mídia Independente, a PJMP, o Coletivo Jovem de Meio-ambiente, a Gambiarra Imagens, entre outros. Queremos que, neste futuro próximo, o poder público assuma uma parceria junto a sociedade civil no sentido de ceder um prédio que sirva ao funcionamento da Casa da Juventude do Recife. Caso este mesmo não assuma (o que seria uma grande falta já que estamos nos referindo a uma política pública e com equipamentos tombados pelo MTE) que alguma outra instituição ofereça um espaço para funcionar as atividades da Casa, inclusive para o próximo Consórcio Social da Juventude. Gostaria de agradecer a todos que participaram de todo esse processo de forma legítima e com bastante garra trabalharam, aos que apóiam mesmo pouco ou timidamente, aos que apostam, aos que rezam, aos que enchem os olhos de lágrimas, aos que mesmo de longe torcem por esta realização. Só por hoje nos resta esta sensação em parecer que o sonho acabou. Evandro Sena. Coordenador.

20060127

Como fechou a Casa da Juventude na Rua da Santa Cruz

Às vésperas do Festival da Juventude promovido pelo governo do estado tivemos que encerrar prematuramente nossas ações na Casa da Juventude, daí fizemos um imenso painel com o seguinte texto e fotos de vários momentos da Casa e expomos em nosso stand. Fim: A Casa da Juventude que funcionava na Rua de Santa Cruz, número 190, fechou. A Gambiarra Imagens - fruto da ação do Consórcio Social da Juventude, fruto do Centro Nordestino de Medicina Popular, fruto da juventude inteligente, criativa e participativa - retiraram seus equipamentos para dar continuidade em outro espaço; com certeza não era este o destino que a cooperativa queria. A Casa Menina Mulher, ONG que realizava encontros e oficinas na Casa também se despede, mas cumprindo seu compromisso em manter a segurança eletrônica. O Retome Sua Vida fica sem seu local da oficina realizada por Wagner Vinhas, grande amigo de todos que fizeram esta Casa acontecer. O Centro de Trabalho e Cultura fica temporariamente sem a possibilidade de disponibilizar os equipamentos de sua responsabilidade para o determinado fim aos quais existem: a implantação da Casa da Juventude do Recife. Tendo que infelizmente retirar os pertences (tombados pelo Ministério do Trabalho e Emprego). O grupo de Capoeira Chapéu de Couro, o grupo de Biodança, o curso de Judô e o grupo de RPG que existiam na Casa ficaram todos sem seu espaço. Os jovens que circulam na Casa da Juventude sejam por estudarem, trabalharem ou morarem próximo a ela, não poderão mais assistir aos filmes do Cinema da Casa ou terem acesso à Internet que eram tudo gratuitamente. Não possuem mais seu lugar para realizarem suas reuniões festas ou intervenções políticas e artísticas os grupos e movimentos: A Rede de Resistência Solidária, a AROCKPE, o Fórum das Juventudes do Recife, o Canal M, A Rede Jovem do Nordeste, o movimento punk, o movimento hip-hop, o Centro de Mídia Independente, a PJMP, o Coletivo Jovem de Meio-ambiente, a Gambiarra Imagens, entre outros. A Casa da Juventude do Recife fechou prematuramente, um mês antes de ter seu resultado final no citado endereço, um mês depois de chegar seu recurso para funcionamento de quatro meses (outubro, novembro, dezembro e janeiro). Motivo de seu fechamento: a Serviço de Promoção Social (irônico nome), instituição dona da casa e que através de Eliana, sua representante, pediu para que retirássemos e sem nenhum acordo a mais, ao término deste mês, afirmando que foi acordado apenas três meses e que em janeiro eles vão executar reformas no espaço. Desfazendo desta forma os acordos realizados verbalmente (e é esta nossa infelicidade) diante de financiadores e parceiros este funcionamento para quatro meses. Eliana afirmou que já enviou e-mail para todos solicitando a retirada imediata dos móveis e equipamentos. O CTC tentou dialogar com Eliana na possibilidade de concluirmos o período acordado, mas não houve acordos. Tentamos através de nossas reuniões periódicas tomarmos (CTC, SPS, Retome Sua Vida, Canal M, Casa Menina Mulher e CTC) uma decisão Resultado: sairemos deste endereço na data determinada por Eliana; utilizaremos o recurso financeiro (pela Plan International) para promover a discussão sobre a importância dos centros de juventudes como política pública, através de eventos, publicação e vídeo, partindo de nossa experiência. Queremos que, neste futuro próximo, o poder público assuma uma parceria junto a sociedade civil no sentido de ceder um prédio que sirva ao funcionamento da Casa da Juventude do Recife. Caso este mesmo não assuma (o que seria uma grande falta já que estamos nos referindo a uma política pública e com equipamentos tombados pelo MTE) que alguma outra instituição ofereça um espaço para funcionar as atividades da Casa, inclusive para o próximo Consórcio Social da Juventude. Gostaria de agradecer a todos que participaram de todo esse processo de forma legítima e com bastante garra trabalharam, aos que apóiam mesmo pouco ou timidamente, aos que apostam, aos que rezam, aos que enchem os olhos de lágrimas, aos que mesmo de longe torcem por esta realização. Só por hoje nos resta esta sensação em parecer que o sonho acabou. Evandro Sena. Coordenador.

20050903

Discurso de encerramento CSJ - Recife 2005

Boa noite a todos que estão presentes aqui neste Pátio. Gostaria de agradecer às pessoas que participaram da construção do Consórcio Social da Juventude aqui no Recife e que não fazem parte das entidades executoras: Jorge Perez, Vera Jatobá, Carlúcio Castanha, Lívia de Tommasi, entre outros. Gostaria de agradecer aos jovens que contribuíram na elaboração do projeto da Casa, cuja primeira versão foi escrita por Lívia: Doninho, Elisangela, César Ricardo e outros mais. Agradecer a todos os coordenadores e educadores, às entidades executoras e que são sensíveis à causa. Agradecer ao Serviço de Promoção Social, à equipe de voluntários e aos grupos que estão dando uma força. À Haroldo, Germana, Luciana, Paula, Mateus, Isaque, Sandro, Rodrigo, Chiquinho, Arlan, Conceição, Clênio, e o Grupo Chapéu de Couro, ao Fórum das Juventudes Recife/PE, Êxito d’Rua, Associação Metropolitana de Hip-hop, Centro de Mídia Independente, Associação dos Músicos de Rock de Pernambuco, PJMP, Rede Jovem do Nordeste, Projeto Redes e Juventudes, Movimento Canal M e Movimento Cultural Boca do Lixo. Agradecer a todos desta equipe do Consórcio: Cirilo, Célio, Rosélia, Artur, Rozário, Andréa, Mayave, Clara, Neilan, Vanessa, Eva, Jaci, Antônio, Solange, Edilma, Cleiton e em especial a minha companheira maior: Ericka Vieira. Agradecer a existência da Ouvidoria Jovem. Fico feliz por mais de 1.000 pessoas terem circulado por uma casa de aproximadamente 100mXm nos últimos 5 meses. Ter de 50 a 200 pessoas circulando por dia e feliz por desconfiar que, mesmo não termos todos os recursos por nós sonhado, que os sonhos se constroem aos poucos. Ontem aconteceu uma avaliação realizada pela Ouvidoria Jovem do Consórcio e isto me fez refleti sobre erros que poderíamos ter cometido, então descobri que de fato não comentemos erros! Erros cometeríamos se fôssemos desonestos, omissos, centralizadores, inflexíveis e anti-democráticos. Eu diria que nesta guerra pela inserção social de muitos jovens e mais especificamente de inserção no mundo do trabalho, perdemos batalhas, ganhamos várias, mas o saldo final ainda veremos. Já posso dizer que somos vencedores por executarmos um projeto, de 5 a 6 meses, cuja meta é quase um surrealismo se fomos levar em conta os índices de desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife e onde inserimos dezenas e dezenas de jovens no mundo do trabalho. Somos vencedores sim e entre nossos quartéis está à Casa da Juventude, que ainda está com suas portas abertas cumprindo seu papel de política pública, de inserção social, de discussão e experiências de uma nova “cultura de trabalhidade” (uma maneira de ver, entender, agir e interagir com o mundo do trabalho que tenha em conta os impactos, sobre esta esfera da vida, de dinamismos como a globalização dos mercados, o fim da Guerra Fria, o advento de novas tecnologias e as novas formas de processo produtivo). E desse modo, realizando suas atividades que é um mérito de todos que nela habitam. Quais são os moradores da Casa? A juventude na sua diversidade e os que dialogam com ela. Espero ainda que a juventude partidária faça-a sua também, com crise ou sem crise, porque a crise não é da esquerda, a crise não é só de um partido, a crise é política e humana, é do homem no mundo. Terá sido porque as convicções ideológicas saíram de moda? Então temos mais do que nunca que estufar o peito, e, pra que acredita e tem convicção dizer: Viva o Socialismo! Nós, da Casa, tentamos também garantir o que se prevê nas recomendações e propostas discutidas durante o Projeto Juventude em todo o país: ser um espaço de valorização e fortalecimento das capacidades dos jovens; espaço de expressão e criação, laboratório de experimentação de possibilidades e capacidades, de construção de formas alternativas de fazer política, e de produção autônoma de serviços de interesse coletivo. Pra terminar digo que o bem da humanidade deve ser os jovens poderem ser criativos, construtivos e solidários. O bem da humanidade é despertar nos jovens valores positivos e elevar seu senso estético. O bem da humanidade é o jovem em vez das drogas e da violência se ocuparem com esporte, arte, comunicação, luta social e defesa do meio-ambiente. O bem da humanidade é o jovem superar o individualismo e o comunismo. Tudo isso parodiando o escritor inglês Aldous Huxley que nos diz: o bem da humanidade consiste em que cada um goze o máximo de felicidade que possa sem diminuir a felicidade de ninguém.